Hoje tirei um momento de descanso após o
almoço, as vezes o dia é um pouco corrido, são tantos afazeres... trabalhar com responsabilidade, procurar dar
atenção devida as pessoas que Deus coloca em nosso caminho, e eu dou graças a
Ele por isso. Mas as vezes eu me pergunto, será que eu não estou perdendo a
sensibilidade de sentir Deus na minha vida? As vezes vivemos como um garçom, só
servindo os irmãos, não que isso seja ruim, de maneira alguma, mas vamos entrar
neste movimento da profissão muito honrosa de garçom: Será que o garçom tem
tempo ou oportunidade de provar os deliciosos e caros pratos que ele serve para
os clientes? Foi assim que eu estava me sentindo, sei que luto para oferecer aos
meus irmãos o melhor que é JESUS, seja num sorriso, num abraço, num bom dia... mesmo
sabendo que sou um pobre pecador. É nessa hora que descubro que a experiência inevitável
de sofrer ausências mostra o quanto eu sou necessitado Dele. E Deus mais uma
vez me presenteou com vozes de crianças, acordou-me com uma mensagem de páscoa
em um programa (TV Boas Novas) e descubro que é nisso que mora o encanto da ausência,
Deus sabe a fome que tenho, eu só me esqueci que é Ele que prepara a palavra, o
alimento para servir aos irmãos. É o tempo de sofrer a ausência que nos ajuda a
mensurar o valor que eu tenho para DEUS.
Obrigado meus DEUS por tudo!!!
Curta o que Deus preparou para mim e ofereço
aos meus irmãos,
FELIZ PÁSCOA, Jesus Ressuscitou!!!
“Deixai vir a mim as criancinhas e não
as impeçais,
porque o Reino de Deus é daqueles que
se parecem com elas.
Em verdade vos declaro: quem não receber
o Reino de Deus como uma criancinha,
nele não entrará.” (Lc 18, 16-17)
Um filme lindo que assisti com minha esposa e os meus filhos nestas férias.
Uma bela mensagem...
ACREDITE NO INACREDITÁVEL...
TRAILER DO FILME: AS AVENTURAS DE Pi.
Uma história sobre um jovem em uma viagem fatídica que, depois de um desastre espetacular no meio do oceano, o arremessa em uma jornada épica de aventura e descoberta. Ele se encontra sozinho em uma embarcação salva-vidas com outro sobrevivente do naufrágio, um temível tigre de Bengala com quem ele faz uma conexão surpreendente e inesperado.
Por Clarissa Oliveira e Daniel Machado Equipe Destrave
A moda, para muitos, é uma forma de se integrar à sociedade ou pertencer a um determinado grupo. É comum ouvirmos: “Vou comprar porque está na moda” e “Vou usar porque está na moda”. Dessa forma, as pessoas vão, ora se diferenciando, ora se associando a certos padrões de vestimenta e comportamento.
Quando falamos de moda estamos falando de um mundo amplo e complexo. Existe a moda dos punks, dos hippies, dos anos 60, 80, das crianças, dos idosos, das passarelas, do Oriente, do Ocidente, assim por diante. Certo mesmo é que o ser humano sempre precisou adaptar seu modo de ser, de agir e de se vestir ao seu contexto social.
Mas de onde vêm este comportamento e as tendências da moda?
A moda está ligada ao contexto de época. Muda o ser humano e é mudada por ele
Segundo o professor de moda Raphael Finoti, a moda na vestimenta começou com os homens. “Quanto mais se vestiam [bem], tanto mais eles eram aceitos e prestigiados na sociedade”, revela Finoti.
A partir do fim da Idade Média a burguesia passou a copiar o estilo de se vestir dos nobres para também ser aceita na sociedade. A forma de se vestir mostrava a classe e o prestígio do homem ou da mulher diante da sociedade. “Os vestidos chegavam a pesar até 45kg e quanto maior o vestido, tanto mais dinheiro tinha a dama”, ensina o professor de moda. Desde então, os nobres têm ditado a forma como a sociedade deveria se vestir, já que todas as outras classes buscavam imitá-los.
A história não mudou muito de lá para cá. Hoje as pessoas de diversas classes sociais tentam copiar a forma de se vestir de artistas, modelos, atores e pessoas influentes na mídia.
“Vista aquilo que te faz bem mas não fuja do que você é como pessoa”
Não importa quanto custa tal calça, tal vestido ou acessório, na busca de se enquadrar nesta sociedade da aparência vale “fazer das tripas coração” para não se sentir excluído.
Raphael Finoti "A roupa expõe a nossa personalidade"
Mas alguém pode perguntar: “Estar na moda é algo ruim?” Não! Afinal, todos nós, de certa forma, estamos dentro de um contexto social e, consequentemente, usamos uma moda. No entanto, não é justo que percamos a nossa liberdade – e também o nosso dinheiro – para obedecer à ditadura da moda. Não é justo que uma pessoa, influenciada pela propaganda, gaste além do que pode para se sentir melhor e tentar ser mais “feliz”.
Passar a usar determinada roupa ou assumir um comportamento específico só porque o artista da novela ou aquela cantora famosa a usa ou se comporta de tal forma é vender a nossa liberdade.
“A roupa expõe a nossa personalidade. Vista aquilo que você se sente bem, mas que não fuja daquilo que você é como pessoa”, ressalta o professor.
Para o cristão existe uma moda? Sim, a moda da consciência e do discernimento. Já dizia São Paulo “Tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu não me deixarei dominar por coisa alguma” (I Cor 6, 12).
De fato, muitas vezes, é isso que falta para aqueles que usam de tudo o que aparece pela frente apenas por “estar na moda”, atender ao apelo midiático e preencher o vazio interior.
Será que por trás daquele tipo de roupa, da compra daquele tênis de marca, de me vestir como aquele (a) cantor (a), não está escondido a fuga da realidade e de mim mesmo? O que estou escondendo e, ao mesmo tempo, querendo mostrar às pessoas?
Cuidar do corpo, se arrumar, estar bem exteriormente é sinal de saúde psíquica, física e espiritual. Devemos cuidar da nossa aparência, sim, mas fazer disso uma necessidade vital, uma preocupação exagerada é sinal de doença e escravidão aos padrões do mundo. Uma pessoa não pode resumir o seu ser na estética nem buscar nisso a sua felicidade. O segredo da beleza está numa vida cheia de sentido.
O Ano Litúrgico começa com o Tempo do Advento; um tempo de preparação para a Festa do Natal de Jesus.
Este foi o maior acontecimento da História: o Verbo se fez carne e
habitou entre nós. Dignou-se a assumir a nossa humanidade, sem deixar de
ser Deus. Esse acontecimento precisa ser preparado e celebrado a cada
ano. Nessas quatro semanas de preparação, somos convidados a esperar
Jesus que vem no Natal e que vem no final dos tempos.
Nas duas primeiras semanas do Advento, a liturgia nos convida a
vigiar e esperar a vinda gloriosa do Salvador. Um dia, o Senhor voltará
para colocar um fim na História humana, mas o nosso encontro com Ele
também está marcado para logo após a morte.
Nas duas últimas semanas, lembrando a espera dos profetas e de Maria, nós nos preparamos mais especialmente para celebrar o nascimento de Jesus em Belém.
Os Profetas anunciaram esse acontecimento com riqueza de detalhes:
nascerá da tribo de Judá, em Belém, a cidade de Davi; seu Reino não terá
fim... Maria O esperou com zelo materno e O preparou para a missão
terrena.
Coroa do Advento:
Para nos ajudar nesta preparação usa-se a Coroa do Advento,
composta por 4 velas nos seus cantos – presas aos ramos formando um
círculo. A cada domingo acende-se uma delas. As velas representam as
várias etapas da salvação. Começa-se no 1º Domingo, acendendo apenas uma
vela e à medida que vão passando os domingos, vamos acendendo as outras
velas, até chegar o 4º Domingo, quando todas devem estar acesas. As
velas acesas simbolizam nossa fé, nossa alegria. Elas são acesas em
honra do Deus que vem a nós. Deus, a grande Luz, "a Luz que ilumina todo
homem que vem a este mundo", está para chegar, então, nós O esperamos
com luzes, porque O amamos e também queremos ser, como Ele, Luz.
Termo:
Advento vem de adventus, vinda, chegada, próximo a 30 de novembro
e termina em 24 de dezembro. Forma uma unidade com o Natal e a
Epifanía.
Hoje, diante de milhares de fiéis e peregrinos o Papa Bento XVI concedeu, na Sala Paulo VI, a Audiência Geral das\ quartas feiras.
Na ocasião, o Papa propôs a meditação acerca das três vias de acesso ao conhecimento de Deus. Vias que podem abrir o coração do homem ao conhecimento do Senhor, sinais que conduzem em direção a Ele.
A primeira dessas vias é o mundo, ou seja, a ordem e a beleza da criação nos levam a descobrir Deus como origem e fim do universo.
A segunda via é o homem. Com sua abertura à verdade, seu sentido de bem moral, sua liberdade e a voz da consciência, sua sede de infinito, o homem se interroga sobre a existência de Deus e descobre que somente Nele pode existir.
A seguir o Pontífice tratou da terceira via: a fé: quem crê está unido a Deus, aberto a sua graça, à força da caridade. Um cristão ou uma comunidade que é fiel ao projeto divino, se constitui num caminho privilegiado da existência e das ações de Deus para os indiferentes ou para os que duvidam. O Cristianismo, antes de ser uma moral ou uma ética, é a manifestação do amor que acolhe a todos na pessoa de Jesus.
Essas vias, explicou o Santo Padre, nos levam ao conhecimento da existência de uma realidade que é a causa primeira e o fim último de tudo. Na realidade, continuou o Papa, o homem, separado de Deus, está reduzido a uma única dimensão, a horizontal, e justamente este reducionismo é um das causas fundamentais dos totalitarismos que tiveram consequências trágicas no século passado, como também da crise de valores que vemos na realidade atual.
Ignorando a referência a Deus, ignora-se a o horizonte ético, para deixar espaço ao relativismo e a uma concepção ambígua da liberdade. Se Deus perde a centralidade, ensinou Bento XVI, o homem perde o seu lugar correto, não encontra mais o seu espaço na criação e nas relações com os outros. (JS)
A descoberta do Bóson de Higgs está tão fresca que a exibição no museu da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (Cern) ainda não se atualizou. No trabalho exposto – um curta-metragem que projeta imagens do nascimento do Universo numa enorme tela – o narrador pergunta: “Encontraremos o bóson de Higgs?”
Agora que finalmente foi visto – uma descoberta científica que nos aproxima mais do que nunca dos primeiros momentos após o Big Bang –, a Cern abriu suas portas para eruditos que assumem um enfoque muito diferente para a pergunta a respeito da forma como se criou o Universo.
Em outubro, um grupo de teólogos, filósofos e físicosse reuniu dois dias, em Genebra, para falar sobre o Big Bang.
O que aconteceu quando pessoas de tão diferentes visões do Universo se sentaram para discutir?
“Dei-me conta de que era necessário discuti-lo”, disseRolf Heuer, diretor geral da Cern. “Precisamos, como cientistas ingênuos, discutir com filósofos e teólogos o tempo anterior ao Big Bang”.
A primeira pessoa a propor a teoria do Big Bangfoi um sacerdote católico, Georgs Lemaitre, que também era professor de física na Universidade Católica de Lovain. Em 1931, num trabalho acadêmico, propôs que o Universo em expansão deveria ter se originado num ponto finito no tempo. Para ele, os seus interesses religiosos eram tão importantes como a sua ciência, como presidente daAcademia Pontifícia de Ciências, de 1960 até a sua morte, em 1966.
Charles Darwin, de quem se pode dizer que deflagrou o debate da religião versus ciência, lutou com sua própria fé. Darwin cresceu na fé anglicana e em seus diários de exploração, em seu barco, oBeagle, referiu-se a si mesmo como “bastante ortodoxo”. Em sua autobiografia, Darwin escreveu: “O mistério do princípio de todas as coisas é insolúvel para nós; e de minha parte devo me conformar em permanecer como agnóstico”.
Um dos organizadores da Cern, desta reunião incomum, foi Wilton Park, um fórum global estabelecido por Winston Churchill. Trata-se de uma organização usualmente associada com discussões de alto nível sobre política global e, inclusive, confidenciais, sobre assuntos de segurança internacional, que talvez enfatize o quão seriamente a Cernconsidera este encontro.
Contudo, a própria ideia de um “tempo antes do Big Bang” é um território impossível para os físicos. É uma área de pura especulação; antes do tempo e o espaço como os cientistas os entendem, e onde as leis da física se rompem completamente.
Então, fazem isso num âmbito em que a ciência e a religião possam se entender? Um dos participantes mais francos, Lawrence Krauss, um físico teórico e diretor do Projeto Origens, na Universidade Estatal de Arizona, afirma que definitivamente não. “Numa reunião como esta, alguém tem a impressão de que Deus importa aos cientistas; mas, não”, aponta.
Entretanto, a sugestão de que ciência e religião são fundamentalmente incompatíveis foi motivo de discórdia durante a reunião. John Lennox, professor de matemática na Universidade de Oxford, também se declara cristão. Ele pensa que apenas o fato dos seres humanos poderem fazer ciência é uma evidência para Deus.
“Se os ateus têm razão de que a mente faz ciência… é o produto de um processo não guiado, sem sentido”. “Agora, se soubesse que seu computador é produto de um processo não guiado, sem sentido, não confiaria nele”. “Por isso, para mim o ateísmo mina a racionalidade de que necessito para fazer ciência”.
Porém, este debate aparentemente insolúvel, de Deus versus a ciência, foi apenas uma parte do encontro. Heur expressou que desejava que os participantes “desenvolvessem um entendimento comum” da visão dos demais.
Todavia, até mesmo intercambiar em alguns momentos foi fastidioso; cientistas e filósofos costumam falar linguagens muito diferentes.
A descoberta de uma “partícula de Higgs” precedeu este encontro de religiosos e cientistas.
Andrew Pinsent é diretor de pesquisa no Centro Ian Ramsey para a Ciência e a Religião, daUniversidade de Oxford. É também um físico treinado, que já trabalhou na Cern. “Temos que nos educar mutuamente nos termos que usamos”, disse. Por exemplo, explica, “os filósofos estiveram discutindo o significado da [palavra] verdade durante séculos”. Porém, para muitos físicos, usar essa palavra é um território incômodo quando falam sobre o que sabemos do Universo e do Big Bang.
Krauss afirma que a palavra está no centro de “uma das diferenças fundamentais entre ciência e religião”. “Os que são religiosos acreditam que conhecem a verdade”, aponta. “E sabem a resposta antes de existir a pergunta. Com os cientistas é exatamente o contrário”.“Na ciência, embora usemos a palavra verdade, o que realmente importa é se funciona”. “Por isso, é um assunto sensível, porque se você sabe a verdade, não precisa lidar com esta perguntinha sobre se algo funciona ou não”.
Apesar da barreira entre visões opostas do mundo e léxicos incompatíveis, Pinsent acredita que colaborar com a filosofia poderia ajudar a ciência a enfrentar melhor as perguntas muito grandes. “Num quarto de século, não houve novos avanços conceituais na física”, afirma. Acrescentando que isto, em parte, é porque a ciência isolada “é muito boa para produzir coisas”, mas não para produzir ideias”.
Evoca Einsteincomo exemplo de um cientista verdadeiramente filosófico. “Ele começou formulando as perguntas que uma criança faria”, assinala Pinsent, “como: ‘o que seria cavalgar sobre um raio de luz?’”
E Heuer aceita a ideia de levar filosofia à própria Cern. “Não iria tão longe como deixá-los fazer experimentos aqui”, brinca, “mas não seria nenhum problema ter um filósofo residente”.
A principal conclusão do evento foi simples: continuar conversando. “Enfrentamos um problema em nossa cultura de hiperespecialização”, destaca Pinsent. “Esta ignorância de outros campos pode causar problemas, como uma carência de coesão social”.
E embora Krauss tenha dito que a reunião às vezes foi sentida como “de pessoas que não podem se comunicar ao busca se comunicar”, vê algum valor neste intercâmbio.“Muita gente de fé vê a ciência como uma ameaça”, aponta. “Não acredito que a ciência seja uma ameaça, por isso é útil para os cientistas mostrar que não veem necessariamente dessa forma”.
Como disse um colaborador durante o encontro: “a religião não acrescenta aos fatos científicos, mas dá forma para nossa visão do mundo”. E como a Cern está buscando pistas sobre como existiu o mundo para começar, deseja ver como suas descobertas se encaixariam em qualquer visão do mundo.