quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Fé e Ciência - 1


Cientistas seculares continuam sem respostas sobre a origem da vida e criação do universo.




Ele está esperando uma explicação APENAS natural para a criação do universo.
Evolucionista à espera que a vida apareça como efeito de forças não inteligentes
Mats
À medida que avançamos no século 21, os cientistas seculares continuam em busca de respostas 100% “naturais” para a origem do universo e para origem da vida neste planeta. Pode-se dizer desde já que não serão bem sucedidos.

New Scientist é uma publicação britânica popular entre os cientistas e entre o resto da sociedade. Em Julho de 2011 a revista perguntou “Porque é que o universo existe?” e “Porque é que existe algo em vez de nada?” (Gefter, A. 2011. Existence special: Cosmic mysteries, human questions—Existence: Why is there a universe? New Scientist. 2822: 27-28). Uma vez que as explicações Bíblicas não são toleradas, os secularistas vêem-se forçados a sugerir alternativas pouco satisfatórias tais como “se calhar o big bang foi o nada a realizar o que acontece naturalmente.”(Ibid, 29)
Mas o mitológico big bang está ele mesmo imerso em problemas científicos
(Berlinski, D. February 1998. Was There a Big Bang?)De fato, a mais básica de todas as leis científicas – a lei da causa e efeito (nenhum efeito é superior à sua causa) – torna-se irrelevante se o universo é o resultado do caos, aparecendo e evoluindo por acaso.
Para além disso, convém perguntar: de que é o universo feito? A “ciência” secular desconhece:
O problema é que nós ainda não temos qualquer tipo de pista que nos leve a saber de que é o universo composto.
(Peterson, J. 2000. Universe in the balance. New Scientist. 2269: 27.)
A repórter Amanda Gefter diz:
É uma sorte nós estarmos aqui.
(Gefter, Existence special: Cosmic mysteries, human questions, 27.)
Sem surpresa alguma, a Bíblia ensina-nos uma criação propositada onde o homem, criado à Imagem de Deus, recebeu o domínio sobre toda a criação (Génesis 1:26-28).
. . . .
As “explicações” naturalistas em torno da forma como a vida supostamente surgiu a partir de material inorgânico (abiogénese) não são cientificamente melhores. Atualmente, os evolucionistas imaginam um cenário onde uma molécula primordial – com o nome de replicador ARN (ácido ribonucléico) – de alguma forma construiu-se a ela mesma na “sopa primordial” de Darwin.
Como é normal nas alegações evolucionistas, não há qualquer tipo de evidência geológica em favor da passada existência desta “sopa” ou evidências que demonstrem como tais nucleotídeos reactivos podem se ter acumulado e auto-organizado.
De facto, Michael Marshall reportou: “Mas há ainda um enorme e óbvio problema: de onde surgiu originalmente o ARN?“ (Marshall, M. 2011. First life: The search for the first replicator. New Scientist. 2825: 34.) e “A vida deve ter começado com uma molécula simples que conseguia criar cópias dela mesma.” (Ibid, 33. (Ver também Figure 28.1 em Chaisson, E. e S. McMillan. 2011. Astronomy Today, 7th ed. Boston: Addison-Wesley, 708.)
“Deve ter” é uma frase gerada a partir da convicção religiosa de que o sobrenatural não existe e como tal “deve” existir uma explicação totalmente naturalista.
Mais à frente no artigo, Marshall lamenta:
Podemos nunca vir a saber com toda a certeza mas alguns caminhos estão a ser explorados. A maioria dos biólogos pensa que deve ter existido algo parecido com uma célula desde o início como forma de conter o replicador e manter as partes componentes unidas.
(Ibid, 35.)
À medida que o conhecimento dos cientistas em torno da complexidade celular continua a escalar (Karp, G. 2010. Cell and Molecular Biology, 6th ed. Hoboken, NJ: John Wiley & Sons, Inc), alguns evolucionistas começam a defender que é pouco realista afirmar que tal entidade tenha surgido por acaso e como efeito de forças aleatórias.
Não é de estranhar, portanto, que eles convenientemente passem por cima dos problemas bioquímicos sofisticados da abiogénese espontânea e simplesmente afirmem que “deve ter existido algo parecido com uma célula desde o início”. Problema resolvido!
No entanto, e em termos gerais, pode-se dizer que os evolucionistas estão confiantes que estão na posse da ideia correcta:
Um destes dias, diz [John Sutherland, MRC Laboratory of Molecular Biology], alguém encherá um recipiente com uma mistura de químicos primordiais, e depois de o ter mantido sob as condições certas, observará a vida a emergir. “Essa experiência será feita”.
(Marshall, First life: The search for the first replicator, 35.)
Esperem sentados visto que a ciência de ponta demonstra que a vida nunca pode ser o efeito de forças não-inteligentes. Na natureza, a vida biológica só pode vir de outra biológica (e não de elementos sem vida).
A maravilhosa mensagem da Criação não é uma de acaso, tempo e processos naturais, mas sim de propósito e planeamento como parte do Plano de Deus para a humanidade.

Fé e Ciência

* Oração aumenta o autocontrole e estabilidade emocional, comprova estudo de Universidades alemãs.

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Um novo estudo mostra como orar ajuda as pessoas a manter o autocontrole e melhora a estabilidade emocional. As pessoas se voltam para a oração “como uma resposta de enfrentamento para as altas pressões da vida e são recompensados com o aumento da força e da capacidade de resistir à tentação”, explicam os pesquisadores.
Descobertas anteriores mostraram que, quando as pessoas se esforçam para controlar suas emoções e pensamentos, aumenta o risco de explosões de agressividade e consumo excessivo de álcool ou comida. Contudo, o estudo deste ano, realizado por psicólogos alemães da Universidade de Saarland e da Universidade de Mannheim, descobriu que a oração de fato ajuda as pessoas a manter o autocontrole.
Os autores da pesquisa recrutaram 79 pessoas, que reuniu 41 cristãos, 14 ateus, 10 agnósticos e 14 pertenciam a outras religiões. Os participantes tinham um tempo antes dos testes para orar tão intensamente quanto possível.
Em outros estudos, ficou comprovado a ligação da oração com níveis reduzidos de infidelidade e consumo de álcool. Desta vez os testes incluíam a medição de reações diante de vídeos e de testes escritos.
“O breve período de oração pessoal potencializou o exercício de autocontrole”, foi a conclusão da equipe no estudo cujos resultados foram publicados no Journal of Experimental Social Psychology. “Estes resultados são consistentes e contribuem para um crescente compêndio de trabalhos que comprovam os efeitos benéficos da oração.” 
Fonte:  Daily Mail.

SEJAM BEM VINDOS!!!

A escola é um lugar para buscar o saber, mas a vida nos mostra que para sermos sábios devemos nos colocar sempre como eternos aprendizes, pois a vida, é a maior de todas as escolas.  


Um bom ano letivo para todos!

Prof. Marcelo - Filosofia

domingo, 3 de novembro de 2013

Fé e Ciência - 01

* A Bíblia e a ciência: A Igreja Católica não defende a interpretação literal de toda a Bíblia, como alguns pensam.

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O falso conflito entre ciência e fé foi incentivado recentemente, como sabemos, pelo chamado “novo ateísmo”. O argumento de que, nos Estados Unidos, os cristãos tentaram fazer do criacionismo uma teoria científica equiparável ao evolucionismo, e que seria ensinado nas escolas, serviu de pretexto aos negacionistas (ateus beligerantes) para apontar os cristãos como ignorantes, intransigentes e incompatíveis com o conhecimento que temos hoje graças à ciência.
 
A chave do conflito parece encontrar-se na aparente contradição entre o texto bíblico (em particular, o Antigo Testamento) e o estado atual das ciências. Se interpretarmos literalmente o texto sagrado, sem dúvida alguma haverá uma distância intransponível entre o que ele nos diz e o que sabemos pela ciência.
 
No entanto, qualquer católico com alguma formação doutrinal sabe que a Bíblia não pode ser interpretada no sentido literal. O literalismo bíblico é alheio ao catolicismo; é consequência da reforma protestante do século XVI. Não é de se estranhar, então, que tanto os criacionistas como os impulsores do novo ateísmo sejam anglófonos, pertencentes ao âmbito cultural protestante.
 
A nós, católicos, o conflito ciência-fé (que, na realidade, é uma batalha criacionismo-ateísmo) chega como rebote, ainda que a preponderância bibliográfica e audiovisual norte-americana e a confusão entre criacionistas e “todos os cristãos” tenha nos colocado em uma guerra que, na verdade, não tem a ver conosco.
 
Ainda existem aqueles que pensam (levados pela ignorância, como Dawkins, Dennet ou Harris) que a visão católica em relação aos textos bíblicos é uma impostura. Que, na realidade, os católicos são mais habilidosos que certos protestantes e que reagimos a tempo, com tal de que o fogo não incendiasse toda a casa. Dessa maneira, acreditam que o catolicismo deixou de ser literalista com a Bíblia quando – e só a partir disso – se demonstrou pela ciência que a leitura literal é insustentável.
 
Mas a leitura literal dos textos bíblicos nunca pertenceu ao catolicismo. Não é que há 100 ou 200 anos os católicos começaram a buscar formas de sustentar sua fé e torná-la compatível com os conhecimentos que as ciências iam proporcionando. Não. Desde o começo, a Igreja nos ensina que a Bíblia tem especialmente um significado alegórico, que deve ser interpretado: Deus fala ao ser humano, mas ao ser humano de todas as épocas.
 
Orígenes (século III) chegou a dizer que era imbecilidade, por exemplo, acreditar que, quando o Gênesis diz que Deus criou o mundo em seis “dias”, deveríamos interpretar esta palavra segundo seu uso habitual (ou seja, um lapso de tempo composto por 24 horas). Orígenes [1], Ambrósio de Milão [2], Basílio o Grande [3], Agostinho de Hipona [4], Bom-Aventura, Tomás de Aquino [5] são notáveis exemplos do que estamos dizendo. Por outro lado, os católicos dispõem, desde Jerônimo, uma longa tradição de trabalho exegético.
 
Isso tampouco significa que a Bíblia não contenha, logicamente, passagens de veracidade histórica. a Arqueologia progrediu muito neste sentido, corroborando em muitas delas. E inclusive milagres, como o da divisão das águas, narrada no Êxodo, encontram apoio científico hoje. Basta ler os trabalho de Humphreys, da Universidade de Cambridge, ou do pesquisador atmosférico Carl Drews sobre o “golpe de vento” e a “onda perfuradora” para comprovar sua facticidade física (mantendo, portanto, o milagre na sincronização: é algo possível fisicamente, mas o extraordinário, milagroso, seria que houvesse ocorrido justamente quando era necessário).
 
A manipulação obsessiva e obscena do caso Galileu e da instituição da Inquisição por parte dos negacionistas quis fazer esquecer essa tradição inerente ao ser católico, com a intenção de deslegitimar nossas crenças e suscitar um conflito ciência-fé que, de forma alguma, é o abordado por este reduto de intelectuais ateus. Talvez tenham conseguido entre o grande público, com escassa formação doutrinal, impor a imagem derivada de tal manipulação. Daí que seja imprescindível um trabalho de pedagogia, encaminhado a colocar as coisas em seu exato lugar.
 
Dito tudo isso, tampouco é aceitável para o catolicismo que a ciência pretenda tornar-se a única fonte possível de conhecimento (dado que então estamos não diante da ciência em sentido estrito, mas diante do cientificismo). Em primeiro lugar, a ciência tem limites epistemológicos intransitáveis pelo ser humano.
 
Em segundo lugar, a compreensão total das perguntas últimas não corresponde à ciência, porque vai além do método científico.
 
Em terceiro lugar, a ciência não é neutra em relação aos processos de pesquisa. É financiada (e, portanto, dirigida) com propósitos alheios a ela (a empresa, a política, a ideologia), que determinam a direção dos programas de pesquisa e, portanto, suas conclusões. E reage defensivamente contra qualquer progresso cognitivo que contradiga o paradigma estabelecido, como demonstrou Kuhn.
 
Acrescentemos a estas objeções, por último, que a ciência tem dificuldades inerentes para estabelecer verdades. Uma coisa é a certeza e outra coisa a verdade. A verdade é, por definição, objetiva e invariável; mas, dado que a ciência é sempre suscetível de refutação, como demonstrou Karl Popper, seria ilógico depositar uma confiança cega em teorias que podem ser superadas mais à frente (e, de fato, na atualidade, sabemos que o paradigma da física atual, a mecânica quântica, será superado quando encontremos um meio de compatibilizá-la com a teoria da relatividade).
 
Neste mesmo sentido, cabe dizer que o “dado” científico é suscetível de interpretações que, em última instância, dependerão do observador, razão pela qual é impossível uma objetividade absoluta em suas conclusões, quando vão além de proporcionar precisamente isso: o dado puro e simples.
 
A ciência é um método de conhecimento altamente positivo. Permitiu-nos progredir na compreensão da realidade que nos cerca, e suas conquistas técnico-práticas, como a indústria, as telecomunicações e a saúde, são indiscutíveis. Mas a ciência não é o único meio de conhecimento possível. Ela demorou mais de dois mil anos, por exemplo, para demonstrar as teorias atomistas que, por meio da razão, foram abraçadas pelos filósofos pré-socráticos.
 
Entronizar a ciência como única fonte do saber é, sem dúvida, um fundamentalismo semelhante ao que sustenta a leitura literal dos textos bíblicos. É por isso que alguns autores denominaram o novo ateísmo como “ateísmoevangélico”.

1) Sobre el primero de los principios, IV.ii.5, IV.iii.4
(2) Hexameron L.iv.16
(3) Hexameron I.iv, I.viii, I.xi
(4) Contra Fausto el Maniqueo, 32.20; Confesiones, XIII.xv
(5) Summa Theologiae 1a, 1, 10.

© 2013 – Pepe de Rosendo para o Centro de Estudos Católicos - CEC

domingo, 22 de setembro de 2013

Fé e Ciência

Arqueólogos encontram “cidade perdida” mencionada nos Evangelhos: Dalmanuta.

http://en.wikipedia.org/wiki/File:Ginosar_BW_7.jpg
Segundo o site acadêmico LiveScience, uma “cidade perdida”, descrita nos Evangelhos, pode finalmente ter sido encontrada. Dalmanuta é o lugar para onde Jesus partiu após ter feito a multiplicação de pães e peixes que alimentou uma multidão. O capítulo 8 de Marcos afirma: O povo comeu até se fartar. E ajuntaram sete cestos cheios de pedaços que sobraram. Cerca de quatro mil homens estavam presentes. E, tendo-os despedido, entrou no barco com seus discípulos e foi para a região de Dalmanuta”.
Contudo, a passagem correspondente de Mateus 15:39 diz: “Tendo despedido a multidão, entrou no barco, e dirigiu-se ao território de Magadã”. Essa menção fez com que durante séculos os estudiosos pensarem se tratar da cidade que hoje é chamada de Migdal.
Também conhecida por Magdala, está situada ao noroeste do Mar da Galileia, no vale de Genesaré. O local é mais conhecido por sua associação com Maria de Magdala, apelidada de Madalena. 
Ken Dark, da Universidade de Reading, cuja equipe descobriu as ruínas dessa cidade defende que se trata de Dalmanuta, uma “cidade perdida” para a arqueologia. Ele e sua equipe querem comprovar a teoria por causa de uma embarcação de 2.000 anos de idade que foi encontrada na região em 1986.(foto acima) Até hoje é o mais famoso artefato associado à área, o famoso “barco de Jesus” poderia não ser de Magdala, mas sim da cidade vizinha de Dalmanuta. Elas ficavam a cerca de 200 metros uma da outra. Isso sugere que os dois evangelistas apontavam para a mesma região, mas não para a mesma cidade.
A exploração encontrou cerâmica antiga e uma série de fragmentos de colunas, incluindo peças esculpidas no estilo coríntio. Os testes de radio carbono permitem que muitos dos artefatos encontrados comprovem sua idade. Alguns deles, ânforas de vidro, indicam que seus antigos habitantes eram ricos. Vestígios de âncoras de pedra, juntamente com a localização próxima à praia, ideal para barcos, indicam que a população se dedicava à pesca. São as ânforas e as âncoras que ligariam a cidade ao chamado “barco de Jesus”.
A teoria é apresentada na edição de setembro da revista científica Palestine Exploration. Análises do material indicam que a cidade era próspera e provavelmente sobreviveu por séculos. A data das peças de cerâmica indicam que ela existiu pelo menos entre o primeiro e o quinto século. A comunidade judaica provavelmente vivia ao lado de um povo politeísta, como indicam os fragmentos de vasos de calcário. Segundo Dark, isso seria a realidade da região no início do período de dominação romana.
Embora reconheça não ser possível a comprovação inequívoca que a cidade recém-descoberta é a Dalmanuta bíblica, para ele é um dos poucos nomes de lugares desconhecidos por pesquisadores. Além disso, está no Vale de Genesaré, um sítio arqueológico “amplamente negligenciado”. A pesquisa de Dark utilizou, além do sistema tradicional, fotos tiradas de satélites para estabelecer mudanças na topografia.
Como no campo da arqueologia tudo ocorre muito lentamente e sempre surgem questionamentos, é provável que demore alguns anos antes de as teorias da equipe do doutor Dark sejam totalmente comprovadas.
 Com informações de RT, Christian Origins e Live Science.
Fonte:www.comshalom.org

Imperdível!

Imagens incríveis da criação de Deus em HD.


sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Ciência e Fé

* Igreja ‘contra’ a ciência? Durante quinze séculos o catolicismo ostentou a liderança mundial na pesquisa científica!

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A Igreja nos ensina que, se a fé está “acima” da razão, “não poderá nunca existir contradição entre a fé e a ciência, porque ambas têm origem em Deus” (Compêndio do CIC 29). João Paulo II se referiu à contribuição que uma poderia oferecer à outra: “A ciência pode purificar a religião do erro e da superstição; a religião pode purificar a ciência da idolatria e dos falsos absolutos. Cada uma delas pode introduzir a outra num mundo mais vasto, num mundo em que ambas podem florescer”. 
Durante quinze séculos, a Igreja ostentou a liderança na pesquisa científica.
 Nada surpreendente, já que vários cargos eclesiásticos permitiam dedicar-se à ciência, muitas vezes facilitada pelo contexto monástico, com sua relativa serenidade, suas bibliotecas e seu pessoal letrado.
No século XIII, Alberto Magno incentivou a pesquisa… mineralógica. A suposta hostilidade da Igreja com relação a toda forma de conhecimento diferente do das Sagradas Escrituras é, portanto, um preconceito obscurantista!
Em 1543, foi um clérigo, Nicolau Copérnico, quem dedicou o seu De revolutionibus orbium coelestium ao Papa Paulo III, e nele redescobriu o heliocentrismo. Mas este interesse pela ciência não acaba no Renascimento. Em pleno século XIX, foi um monge, Gregor Mendel, quem formulou as leis da herança. Grandes sábios, como Pascal, Ampère, Pasteur e Eduardo Branly professavam a fé católica. Ainda hoje, a Academia Pontifícia das Ciências reúne estudiosos do mundo inteiro, e os trabalhos do Observatório Astronômico do Vaticano têm autoridade. A Igreja coopera com prazer com os não-crentes e com ateus na pesquisa filológica e arqueológica das fontes bíblicas. Isso deveria ser suficiente para estabelecer que não há oposição entre a fé católica e a ciência.
O que existe, no entanto, são preconceitos de alguns homens de fé com relação à ciência, e de alguns homens de ciência com relação à fé. Sem dúvida, houve e pode haver ainda, na Igreja, pessoas que consideram o progresso científico como uma ameaça. Já houve – e há ainda – no mundo científico, estudiosos que consideram que ciência e fé, longe de serem boas amigas, estão em concorrência direta. A uns e outros, pode-se propor a seguinte exortação: “Não tenham medo da verdade!”. Descobrir a verdadeira lei da queda livre dos corpos, como Galileu fez, é algo bom. Perguntar-se sobre o que pode levantar o homem da sua Queda também é algo bom!
Não há o que temer: “A verdade não pode contradizer o bem”. É preciso distinguir, portanto, o âmbito de competência do Magistério da Igreja e o da pesquisa científica. Fazer astronomia e calcular as trajetórias das órbitas planetárias é uma coisa; perguntar-se como se chega ao Céu é outra. Quando um cientista católico estuda astronomia, não estuda “astronomia católica”. Já não existe ciência católica nem ciência budista. A revelação judaica – e depois o seu cumprimento no cristianismo – não pretende substituir a pesquisa científica. Como bem disse o cardeal Baronio, a quem Galileu citava com prazer, “a Bíblia nos ensina como chegar ao Céu, e não como está o céu”.

A separação de responsabilidades está em perigo quando o Magistério pretende proibir ou suspender a divulgação de uma verdade científica. Isso aconteceu, por exemplo, com Galileu, mas por razões muito políticas, já que alguns estudiosos da Cúria Romana estavam certos dos seus pontos de vista científicos.
 

A autonomia das competências também é violada quando um cientista extrapola os resultados da sua pesquisa ao âmbito da metafísica e da religião. Nenhuma ciência é competente para falar da criação do mundo (que não é um acontecimento físico, mas a dependência, de tudo o que existe, de um Criador). Nenhuma ciência é competente para decidir sobre a existência de Deus (que é um ser sobrenatural, até que se demonstre o contrário – quando as ciências da natureza tratam somente de entidades e de leis naturais). Quando a ciência pisoteia as flores da religião, cai no cientificismo. A Igreja não é contra a ciência, mas contra esse cientificismo.

Fonte: Comunidade Católica Shalom